Endereço

Departamento de Economia Doméstica
Universidade Federal de Viçosa
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Histórico

HISTÓRICO DO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA DOMÉSTICA

 

O Departamento de Economia Doméstica -DED, instituído em 1978, originou-se da antiga Escola Superior de Ciências Domésticas -ESCD, implantada em 1952 na então Universidade Rural do Estado de Minas Gerais – UREMG (hoje UFV), sendo a primeira do gênero no Brasil, com o curso de Administração do Lar. A nova Escola contava com os departamentos de Nutrição, Vestuário, Decoração, Puericultura, Arte e Recreação, Educação, Psicologia e Sociologia.

O curso de graduação em Economia Doméstica, legalmente autorizado em 1948 pela Lei Estadual 272 de 31/11/1948, foi implantado em 1954 na então Universidade Rural do Estado de Minas Gerais – UREMG, hoje Universidade Federal de Viçosa – UFV.

O curso foi criado a partir de um convênio firmado entre as universidades de Viçosa e de Purdue, nos Estados Unidos, visando formar profissionais para trabalhar no emergente programa de extensão rural, abrindo espaço para a formação profissional das mulheres em uma escola até então exclusivamente masculina.

Em 1969, a UREMG foi federalizada, transformando-se em Universidade Federal de Viçosa, quando diversas mudanças foram gestadas. O novo estatuto, aprovado pela Portaria Ministerial nº 465 em 1º de julho de 1978, definiu a estrutura organizacional e administrativa da UFV, a política de expansão de seus cursos e consolidação de centros de ensino, pesquisa e extensão. Nesse contexto, as Escolas Superiores que havia na instituição foram desfeitas, cedendo lugar aos quatro Centros de Ciências: (1) Humanas, Letras e Artes, (2) Agrárias, (3) Biológicas e da Saúde e (4) Exatas.

Com a extinção da Escola Superior de Ciências Doméstica, foi criado no Centro de Biológicas e da Saúde o Departamento de Nutrição e Saúde, No Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes ficou sediado o Departamento de Educação, o departamento de Letras e Artes e o Departamento de Economia Doméstica, sede do curso de graduação em Economia Doméstica, que teve entrada de estudantes no período de 1954 a 2015.

A Escola Superior de Ciências Domésticas teve como sua primeira diretora a professora Benedita Melo (1952-1954), seguida de Maria das Dores de Carvalho Ferreira (1954-1968), Lygia de Oliveira Vivian (1969-1973). Em 1974 Maria das Dores retornou à chefia, permanecendo até 1978. Posteriormente, com a extinção da ESSC e criação do Departamento de Exconomia Doméstica, Leny do Valle Cintra assumiu a chefia do DED no período de 1979 a 1981, seguido de Fernanda Fontes Braga (1982-1984), Nerina Aires Coelho Marques (1985-1988), Maria Lúcia Simonine (1989-1992), Autora Ribeiro de Goycochea (1992 a 2000), Simone Caldas Tavares Mafra (2001-2008), Tereza Angélica Bartolomeu (2008 a 2013), Rita de Cássia Pereira Farias (2013-2016) e Amélia Carla Sobrinho Bifano (2016 à atualidade).

A partir de 1962, passaram a acontecer os congressos, seminários e congêneres em Economia Doméstica, que foram espaços importantes para a realização de reflexões históricas sobre a profissão e temáticas que direcionam a atuação dos economistas domésticas. As discussões realizadas nesses eventos apontaram a necessidade da criação de uma revista científica, que divulgasse as pesquisas em Economia Doméstica e integrasse os cursos do país. Os esforços culminaram no lançamento da OIKOS – Revista Brasileira de Economia Doméstica – em 1981, que ficou sediada no DED/UFV. O nome OIKOS, que em sua origem grega significa casa ou lugar onde se vive – foi normatizada pelo CNPq, em 1982, de acordo com a NB-52, Norma Brasileira para apresentação de publicações periódicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT e recebeu o número internacional normatizado para publicações seriadas – ISSN 0101-5273. (colocar link para a revista Oikos)

A implantação da OIKOS, que agrega publicações dos cursos de Economia Doméstica e cursos afins, contribuiu para alavancar as pesquisas nos cursos de Economia Doméstica do País. Nesta época, os docentes que já haviam cursado mestrado e doutorado no Brasil e exterior puderam se dedicar às pesquisas, motivadas pela condição política favorável, já que a reforma universitária de 1968 possibilitou articular pesquisa e ensino de graduação, impulsionando a formação de novos pesquisadores, com a implantação dos Programas de Iniciação Científica.

Com a consolidação da pesquisa, o cenário era propício para o enfrentamento de novos desafios: a implantação do Mestrado em Economia Doméstica.

 

Pós-Graduação em Economia Doméstica: Mestrado e Doutorado 

 

Durante os congressos de Economia Doméstica e encontros de classe, os participantes ressaltavam a necessidade de envidar esforços para criar o primeiro curso de pós-graduação em Economia Familiar da América Latina e indicaram a Universidade Federal de Viçosa como instituição propícia para sediar o curso. Esse ideal foi concretizado em 1992, quando foi implantado o mestrado em Economia Doméstica.

Com o mestrado, buscava-se formar pesquisadores capazes de produzir, difundir e aplicar conhecimentos relacionados às temáticas da Economia Doméstica, além de consolidar os cursos no País, por meio da investigação e retroalimentação que fortalecesse a pesquisa, o ensino e a extensão rural e urbana. A área de concentração em Economia Familiar direcionou as primeiras pesquisas, cujas dissertações defendidas em 1995 e 1996 centraram nas temáticas: Consumo, Administração de Recursos da Família e Qualidade de Vida.

Considerando as relações da família com a sociedade e seu meio ambiente, as primeiras teses defendidas no curso envolviam reflexões sobre os processos socioeconômicos, culturais e políticos que afetam o cotidiano das famílias em contextos distintos, além de analisar os fatores que interferem na produção, distribuição e consumo de bens e serviços, bem como as estratégias de administração dos recursos pertencentes e disponíveis à família.

Com o passar do tempo, novas temáticas surgiram. As pesquisas recentes focalizam os seguintes temas: Construções de gênero, masculinidade e feminilidade; maternidade, paternidade e saúde reprodutiva; classe, raça e relações de poder; trabalho doméstico e uso de tecnologias no espaço doméstico; trabalho, renda, desemprego e pobreza; trabalho feminino no contexto rural e urbano; desenvolvimento humano, ciclos de vida familiar e relações geracionais; violência doméstica e vulnerabilidade social; espaço, território, redes sociais e identidade; sustentabilidade, desenvolvimento social e empoderamento e políticas públicas.

Ao longo dos anos, o programa de Pós-Graduação em Economia Doméstica vem sofrendo alterações, em função das recomendações da Capes e da especialização dos seus docentes que cursaram doutorado em variados campos do conhecimento: Ciências Sociais, Antropologia, Psicologia, Serviço Social, Geografia, Educação, Economia Aplicada, Engenharia de produção, Arquitetura e Urbanismo, Economia da Família e do Consumidor, Ecologia Humana e Familiar. Como campo interdisciplinar, a Economia Doméstica tem também feito parcerias com pesquisadores de diversas áreas do saber.

O desenvolvimento de um corpo de conhecimentos e conceitos importantes para a Economia Doméstica, que focalizam a família no contexto da realidade brasileira tem contribuído para reflexões sobre o curso de graduação, direcionando perspectivas futuras.

Ao longo de seus 60 anos de existência, a Economia Doméstica no Brasil passou por diversas mudanças. As diferentes formações dos docentes possibilitaram a ampliação dos referenciais teóricos que fundamenta as pesquisas, favorecendo a construção de conhecimentos reflexivos e críticos.

A recorrência à literatura antropológica, sociológica e histórica, dentre outras, possibilitou análises críticas sobre a diversidade de formas de vivenciar a instituição família e sua relação com os diferentes sistemas da sociedade, possibilitando contestar modelos idealizados e preestabelecidos. Conforme Lopes (1995), a família passou a ser pensada não como uma formação natural, mas como uma categoria analítica, construída de forma diferenciada em contextos culturais distintos.

Outro avanço foram as pesquisas relativas ao espaço doméstico. Embora seja locus oculto da economia invisível e o termo “doméstico” seja marcado pela estigmatização, a Economia Doméstica tem tematizado o ambiente doméstico como lugar de produção e reprodução social de cultura, valores e saberes, além de problematizar esse espaço não apenas como unidade econômica de produção e consumo, mas também como entidade social e educadora, na qual a mulher é um agente de desenvolvimento e mudança. Conforme Marques (1993), em uma sociedade ainda marcada pelo analfabetismo, pobreza e desemprego, é importante dar visibilidade à economia desenvolvida no espaço micro.

As pesquisas sobre modos e condições de vida, cultura, saberes, valores, bem como as representações que direcionam as práticas sociais das famílias têm demonstrado a relevância econômica, social, política, afetiva e emocional do universo doméstico para a sociedade, dando visibilidade e atribuindo valor àquilo que era oculto e considerado gratuito. As reflexões apontam que a família pertence a um ecossistema, no exame da interdependência entre família, casa, comunidade e meio ambiente. Dessa forma, cabe ao profissional compreender os sistemas sociais com os quais indivíduos e famílias interagem em seu cotidiano, bem como o significado das redes de apoio e solidariedade que acionam como estratégias de sobrevivência (MARQUES, 1982). As informações contextualizadas, analisadas juntamente com os marcadores de gênero, classe, raça/etnia e geração tem permitido tematizar a pobreza, a fome e as desigualdades, possibilitando refletir sobre políticas públicas que direcionam programas e projetos de desenvolvimento humano e social.

Apesar dos avanços logrados com as pesquisas realizadas em mais de duas décadas do PPGED, novos desafios se colocam, já que vivemos em uma sociedade em constantes mudanças, cujas transformações afetam diretamente as famílias e altera padrões de trabalho, consumo e educação. Exemplo disso são as novas configurações familiares que incluem uniões homoafetivas, crianças adotadas por casais homossexuais e famílias monoparentais. Somam-se a isso, as mudanças na legislação relativa à adoção, ao aborto, à guarda compartilhada de filhos, às novas tecnologias no campo da saúde, (como a fertilização in vitro), bem como às tecnologias de informação e comunicação que chegam às famílias. Outro fator de mudança refere-se ao envelhecimento da população, fenômeno que interfere nos laços intergeracionais e podem constituir fator de solidariedade, apoio e aprendizagem, como também de conflitos. As novas configurações familiares, que coexistem com formas tradicionais, impactam significativamente nas estruturas e relações domiciliares, afetando comportamentos, valores e modos de vida, exigindo constantes processos de reorganização e readaptação a uma realidade em constante mutação.

A plasticidade da instituição família e os desafios de uma sociedade em constantes transformações constituem oportunidades para os profissionais investigarem criticamente a realidade, descortinando os meandros em que se dão as diferentes formas de organização social, os modos de vida e as relações sociais que se estabelecem em contextos específicos. As análises fornecerão subsídios para que profissionais, políticos e entidades responsáveis pelas elaborações de políticas para as famílias possam considerá-las como corresponsáveis pelas decisões dirigidas a elas, para que se abandone a lógica do assistencialismo e motive a lógica do protagonismo.

O amadurecimento do corpo de orientadores e a vontade de ampliar a abrangência do campo investigativo da Economia Doméstica culminaram em um projeto de doutorado, com concentração em “Família e sociedade”, que foi aprovado em 12/12/2013 pela Capes e inserida na área de Serviço Social. O funcionamento do doutorado se deu em agosto de 2014. O programa de Pós-Graduação em Economia Doméstica, nos níveis mestrado e doutorado, está estruturado de forma a permitir que o estudante aprofunde seus conhecimentos teóricos para que possa interpretar e compreender os processos nos quais as famílias estão envolvidas, em diferentes contextos, examinando suas interações com as esferas pública e privada. A área de concentração do Programa, Família e Sociedade, tem como propósito ampliar a compreensão dos processos que envolvem a inter-relação família e sociedade, considerando a dinâmica da realidade brasileira, com seus condicionantes históricos, econômicos, tecnológicos, sociais, políticos, ambientais e culturais, considerando os marcadores gênero, classe, raça e etnia.

 

Serviço Social 

 

O curso de graduação em Serviço Social da UFV iniciou o seu funcionamento no primeiro semestre de 2017, estando sediado no Departamento de Economia Doméstica (DED), do Centro de Ciências Humanas (CCH).

Para elaborar o projeto de implantação do curso, foi instituída uma comissão, composta por quatro docentes do DED e um Assistente Social, que trabalhou na proposta do curso nos anos de 2015 e 2016.

A aprovação do curso de Serviço Social se deu em reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão- CEPE/UFV, ocorrida em 17/06/2016 (Ata N.º 520).

Em seus estudos, um dos aspectos destacados pela comissão foi a proximidade entre a Economia Doméstica e Serviço Social. Em ambos os cursos, observa-se a forte base sociológica, antropológica, filosófica e política, além de categorias referentes ao estudo da família e seus segmentos (jovens, idosos, crianças e adolescentes etc) e políticas públicas e sociais. Devido à proximidade entre estes cursos, desde a criação do mestrado em Economia Doméstica, em 1992, ele ficou sediado na área de Serviço Social da Capes.

A proximidade entre os dois cursos já tinha sido defendida, em 1974, pela pesquisadora canadense, Eleonora Cebotarev, quando apresentou o resultado de uma pesquisa realizada em 10 países latino-americanos no Seminário “Novas Perspectivas de Ciências Domésticas no Cenário Nacional” e destacou que o Serviço Social era a “disciplina” mais próxima da Economia Doméstica, chamada por ela de “disciplina irmã auxiliar”, com a qual há “áreas de sobreposição” (p.3). Embora tenham suas especificidades, ambas trabalham com famílias, indivíduos e grupos “que estão apenas marginalmente integrados nos processos socioeconômicos e políticos de nosso País” (p.1).

Outro fator elementar na decisão da referida comissão, relaciona-se à expansão do curso de Serviço Social, a partir das primeiras décadas do século XXI, totalizando em 166 cursos de graduação em pleno funcionamento no Brasil.

Ressalta-se ainda que o Conselho Federal de Serviço Social/CFESS e as demais entidades da categoria profissional assumiram o apoio aberto a expansão das escolas de serviço social nas universidades públicas, por defenderem os direitos relativos à educação pública, gratuita, laica e de qualidade como parte da histórica agenda de luta dos assistentes sociais.

A comissão se balizou ainda em estudos que evidenciam a presença de um terreno fértil para a inserção do serviço social nas particularidades regionais de Minas Gerais, particularmente, na Zona da Mata Mineira e no Município de Viçosa.

A Zona da Mata Mineira, seguindo uma tendência do Brasil, apresenta um quadro estrutural marcado por elevado índice de desigualdade social e pobreza, baixo nível de escolaridade, precários serviços de infraestrutura urbana e rural, que evidenciam a necessidade de se implantar o curso de Serviço Social na UFV, cujos profissionais poderão oferecer respostas às questões de exclusão social via políticas públicas governamentais e não governamentais.

O Projeto Político-Pedagógico do Curso de Graduação em Serviço Social da UFV expressa o compromisso de seu quadro docente na formação de assistentes sociais, em sintonia com as exigências éticas, teóricas e técnicas da profissão, com ênfase em duas dimensões integradas: 1) Planejamento, gestão, assessoria e avaliação de políticas sociais; 2) Atuação junto a questões relativas ao trabalho, emprego/geração de renda e desenvolvimento social.

A criação do Curso de Serviço Social está em consonância com o planejamento estratégico da UFV e sua proposta expansionista de criação/adequação de cursos que incorporem as demandas da população e do mercado de trabalho, considerando as especificidades regionais e nacional.

A formação generalista oferecida pelo Curso de Serviço Social propicia ao profissional atuar frente às políticas sociais, com vistas a promover o desenvolvimento social, o enfrentamento à pobreza, o acesso aos direitos, o alcance da cidadania e a inclusão social.

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Educação Infantil

 

A Educação Infantil na UFV teve seu início em 1977 quando foi criado pelo DED duas disciplinas relacionadas à família e ao desenvolvimento da criança, oferecidas a partir de 1978 para o Curso de Economia Doméstica. A criança passa, a partir de então, ser objeto de estudo e pesquisa da Economia Doméstica. Em 1979 foi inaugurado o Laboratório de Desenvolvimento Humano (LDH) para atender crianças de 3 a 6 anos de idade e suas respectivas famílias com o objetivo de desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extensão promovendo o desenvolvimento e a aprendizagem da criança nos aspectos físico-motor, social, cognitivo, afetivo e moral e em 1988 foi inaugurada a Creche UFV com objetivo de atender, em horário integral, filhos das mães servidoras da Universidade Federal de Viçosa. Ambos, desde a sua criação, eram coordenados por profissionais da Economia Doméstica. Em 1999, a Administração Superior da UFV extinguiu a Creche UFV e transferiu a administração da base física da área ocupada pela Creche para o Departamento de Economia Doméstica, criando o Laboratório de Desenvolvimento Infantil (LDI) com o objetivo de atender crianças de 3 meses a 6 anos de idade e suas respectivas famílias desenvolvendo atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Em 1996, quando promulgada a Lei 9394/963, obedecendo aos artigos 21, 29 e 62 e por reconhecer que desde 1977 o trabalho de cuidar e educar a criança era objeto de estudo da Economia Doméstica, a UFV, por meio de então Chefe do DED4, nomeou uma comissão para preparar o processo de criação da modalidade Licenciatura em Educação Infantil. Após estudos das legislações vigentes, esta comissão propôs a criação da Habilitação Educação

Infantil – Licenciatura, no curso de Economia Doméstica da UFV. Tal proposta foi aprovada por unanimidade pelo Colegiado do DED em novembro de 1999 e em dezembro deste mesmo ano foi também aprovada na Câmara de Ensino do CCH5 e no Conselho Técnico de

Graduação.

Em 2002, o Conselho Nacional de Educação aprovou a Resolução CNE/CP nº 1 que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores para a Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Após essa normatização, nova mudança em relação a essa Licenciatura deveria ocorrer, uma vez que a mesma não era realizada em processo autônomo e nem possuía identidade própria conforme estabelecido nesta Resolução. Diante deste fato, a Chefe do DED instituiu uma Comissão que tinha como objetivo análise e avaliação do currículo da Licenciatura Plena em Educação Infantil do curso de Economia Doméstica. Após relato da referida Comissão, em outubro de 2002, o Colegiado do DED aprovou, por unanimidade, a transformação da Habilitação em Licenciatura Plena em Educação Infantil do curso de Economia Doméstica em um Curso de Graduação independente denominado Educação Infantil – Licenciatura. A decisão do Colegiado do DED foi encaminhada aos órgãos competentes da UFV, chegando ao Pró-Reitor de Ensino que, de posse dessa demanda, nomeou uma Comissão interdisciplinar para elaborar a proposta de criação do curso de Educação Infantil na UFV. Fizeram parte dessa Comissão representantes do curso de Economia Doméstica, do curso de Pedagogia e do curso de Letras desta Universidade. Ao longo de 2003 várias Comissões foram criadas até a elaboração da proposta final de criação do Curso de Educação Infantil encaminhada e aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE).

Finalizado todos os trâmites legais, o curso de Educação Infantil – Licenciatura teve início na UFV a partir da autorização do CEPE/UFV, Ata Nº 394 de 30/10/2003. O reconhecimento pelo MEC ocorreu em 2006 pela Portaria 882/2006 de 10/04/2006 publicado no D.O.U., Seção 1, Nº 70, terça-feira, 11 de abril de 2006.

O curso atende à Resolução CNE/CP nº 1, de 18 de fevereiro de 2002, que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena, bem como a Resolução CNE/CP nº 2, de 19 de fevereiro de 2002, que instituiu a duração da carga horária dos cursos de licenciatura, de graduação plena, de Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior.

 

 

FONTE:

 

FARIAS, Rita de Cássia Pereira. 20 anos do Programa de Pós-Graduação em Economia Doméstica: marcos de uma trajetória. In: Karla Maria Damiano Teixeira; Lucíola Lourenço da Silva. (Org.). A trajetória do Programa de Pós-Graduação em Economia Domestica no período de 2007 a 2013 (ISBN 9788566511000). 1 ed.: , 2012, v. 1, p. 3-12.

 

DED/UFV. Projeto político pedagógico do curso de Serviço Social. 2017.

 

DED/UFV. Projeto político pedagógico do curso de Educação Infantil. 2017.


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